Eu não sei lidar com encerramentos,simplesmente
não enxergo os avisos tão óbvios do fim. E insisto. Insisto e quando noto já
nem sinto. O fim vai crescendo em mim sem que eu veja. Permaneço e persevero,
choro o que deveria e o que não.
Esforço
desperdiçado.
Derramo-me
por vezes na coisa insistida que me falta a malícia de perceber que já morreu
em nós.
O
silêncio não me diz nada pois sou uma grande saudosista. Sua meia dúzia de
sorriso despreocupados, que eu não vejo faz quase ano, não me fazem
desacreditar ou notar a distância que existia do antigamente até o momento
agora. A lembrança se encarrega de suprir todo o mal entendido , o verbo não
dito, a maldade que corre pelas nossas veias tão mortais.
Lembrança
é antídoto de todo o presente destruído.
Lembrança
é cegueira precoce.
Lembrança
é essa foto jogada no fundo da gaveta.
Estática.
Que
não emolduro nem jogo fora.
Enfim
um
copo quebra, um compromisso se desmarca,
o
cigarro falta na minha boca carente de afeto.
desapego.
Deixo
correr livre e vou na direção contrária, não há encontro nem há chegada.
não
existe mal na partida quando se vive bem o caminho e não retém lembranças de
quase nada.
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