quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Estática negação

Eu queria te dizer que talvez exista muita coisa pior no mundo, mas agora tanto faz. 

Já disse antes que cheguei ao limite, eu sei, parte de mim espera que esse não seja o limite absoluto da vida , mas, eu voltei .

Voltei ao lugar escuro que já me encontrei varias vezes, e essas mesmas paredes encardidas não me possibilitam entender o que há por de trás do concreto que me faça querer sair. Penso nos amores passados e nos vividos, e nada me comove. Penso nas juras daquele menino um tanto mais velho que eu, e mesmo assim permaneço imóvel. Me recuso a encontrá-lo pelo simples prazer-doloroso de permanecer estática. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Desapego

Eu não sei lidar com encerramentos,simplesmente não enxergo os avisos tão óbvios do fim. E insisto. Insisto e quando noto já nem sinto. O fim vai crescendo em mim sem que eu veja. Permaneço e persevero, choro o que deveria e o que não.

Esforço desperdiçado.

Derramo-me por vezes na coisa insistida que me falta a malícia de perceber que já morreu em nós.
O silêncio não me diz nada pois sou uma grande saudosista. Sua meia dúzia de sorriso despreocupados, que eu não vejo faz quase ano, não me fazem desacreditar ou notar a distância que existia do antigamente até o momento agora. A lembrança se encarrega de suprir todo o mal entendido , o verbo não dito, a maldade que corre pelas nossas veias tão mortais.

Lembrança é antídoto de todo o presente destruído.
Lembrança é cegueira precoce.
Lembrança é essa foto jogada no fundo da gaveta.

Estática.
Que não emolduro nem jogo fora.

Enfim
um copo quebra, um compromisso se desmarca,
o cigarro falta na minha boca carente de afeto.

desapego.

Deixo correr livre e vou na direção contrária, não há encontro nem há chegada.

não existe mal na partida quando se vive bem o caminho e não retém lembranças de quase nada.